quinta-feira, 7 de junho de 2012

UMA ONDA MUNDIAL DE REVOLTAS 
Movimentos Estudantis de 1968

CAPA DO LIVRO
LUÍS ANTONIO GROPPO - Ap. Financeiro: FAPESP 
Apresentação:Regis de Morais
Ap. Cultural: UNISAL • 294p. • ISBN: 85-85541-59-8
Debruçando-se sobre o convulso século xx, este livro tem como categoria central de exame os movimentos de juventude. Com sua abordagem sociológica e bem construída à luz da história, resgata uma época em que a juventude, tendo recebido desafortunada herança, rebelou-se e se desesperou. Groppo retoma, desse modo, a importância dos acontecimentos de 68, quando os jovens foram os portadores de um sentido revolucionário e uma geração alcançou a relevância de seu papel nos processos de transformação social. Ao mostrar quanto cada época é responsável pela formação de seus jovens, revela o valor do passado contestatório para se entender a participação política da juventude contemporânea. Assim, resulta em uma obra a ser consultada por pesquisadores, mas também pela juventude atual, inquieta em busca de horizontes de atuação em nossa sociedade tão esquecida da ousadia revolucionária. 

sábado, 31 de março de 2012

Boitempo e Carta Maior lançam "Occupy - movimentos de protesto que tomaram as ruas"



Depois de torturadores, apoiadores da ditadura são alvos de protesto em São Paulo


Os organizadores escolheram o 1º de abril, Dia da Mentira e aniversário de 48 anos do golpe, para discutir a questão "de modo bem-humorado e radical". Passando por jornais, empresas e lugares simbólicos do apoio civil à ditadura, o Cordão da Mentira irá desfilar pelo centro da cidade de São Paulo para apontar quais foram os atores civis que se uniram aos militares durante os anos de chumbo. Concentração para o ato deste domingo inicia às 11h30min, em frente ao cemitério da Consolação.

Mas afinal, o que é a liberdade?

Entre o legado artístico e literário de Millôr Fernandes, que despediu-se da vida dia 27, destaca-se Liberdade, Liberdade, uma peça de teatro de 1965 que foi um libelo contra a ditadura militar.
 
Por Millôr Fernandes


Apesar de tudo o que já se disse e de tudo o que dissemos sobre a liberdade, muitos dos senhores ainda estão naturalmente convencidos que a liberdade não existe, que é uma figura mitológica criada pela pura imaginação do homem. Mas eu lhes garanto que a liberdade existe. Não só existe, como é feita de concreto e cobre e tem cem metros de altura. A liberdade foi doada aos americanos pelos franceses em 1866 porque naquela época os franceses estavam cheios de liberdades e os americanos não tinham nenhuma. Recebendo a liberdade dos franceses, os americanos a colocaram na ilha de Liberty Island, na entrada do porto de Nova York. Esta é a verdade indiscutível. Até agora a liberdade não penetrou no território americano. Quando Bernard Shaw esteve nos Estados Unidos foi convidado a visitar a liberdade, mas recusou-se afirmando que seu gosto pela ironia não ia tão longe. Aquelas coisas pontudas colocadas na cabeça da liberdade ninguém sabe o que sejam. Parecem previsão de defesa antiaérea. Coroa de louros certamente não é. Antigamente era costume coroar-se heróis e deuses com coroas de louros. Mas quando a liberdade foi doada aos Estados Unidos, nós os brasileiros já tínhamos desmoralizado o louro, usando-o para dar gosto no feijão.


http://correiodobrasil.com.br/mas-afinal-o-que-e-a-liberdade/420923/

Fontes contemporâneas: imprensa, organizações, associações...

Fontes contemporâneas: imprensa, organizações, associações...

Iconografia

Iconografia
Paris, 1968

História das esquerdas latino-americanas

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