sexta-feira, 22 de maio de 2009

Multidões em cena- Propaganda política no varguismo e no peronismo


O uso dos meios de comunicação por Vargas e Perón para a construção do autoritarismo
Para a compreensão dos jogos de poder na América Latina, uma das referências fundamentais é Multidões em cena, obra na qual Maria Helena Rolim Capelato
disseca a estrutura de comunicação criada pelo peronismo e o varguismo. A política de massas é aqui entendida a partir das imagens e dos símbolos, assim como os rituais das comemorações e festas cívico-esportivas, que teatralizavam a política, disseminando o mito da unidade nacional em um cenário de autoritarismo.

O livro, agora reeditado pela Editora Unesp, permite uma compreensão profunda da natureza desses dois regimes e das mudanças políticas que introduziram no Brasil e na Argentina, assim como as marcas culturais que permanecem até os dias atuais, principalmente a dificuldade de se superar aspectos de autoritarismo ainda presentes na cultura política brasileira. Até mesmo certos modos de comunicação entre políticos e eleitores, como exaltação do líder, ainda perpetuam práticas geradas no contexto histórico dos anos 1930 e 1940.
Fonte: Editora Unesp
Para saber +, clique no título

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Imprensa Oficial lança Dossiê Ditadura

Como o acesso aos arquivos oficiais ainda é dificultado, "Dossiê Ditadura: mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985)" conta com informações coletadas por meio de pesquisas, conversas e troca de correspondência com parentes, amigos e ex-presos políticos. O lançamento é da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e IEVE (Instituto de Estudos sobre a Violência do Estado) e está marcado para sábado, 25 de abril, na Estação Pinacoteca. Haverá debate com o jurista Fabio Konder Comparato, o professor Marcio Seligman Silva e a historiadora Janaina de Almeida Teles.
A primeira edição, após quase duas décadas de buscas por informação e algumas versões preliminares, foi publicada em 1995. A luta por esclarecimentos, porém, nunca cessou. Esta nova edição, revista e ampliada, reúne histórias ilustradas de 436 mortos e desaparecidos durante o regime militar. No Brasil, são 396, sendo 237 mortos e 159 desaparecidos políticos --desde a última edição, novas investigações acrescentaram as histórias de 69 pessoas, além de terem ajudado a corrigir várias das versões anteriores.
No livro, organizado cronologicamente, cada vítima tem sua história de vida e luta contada. Estão lá membros de partidos, militantes de grupos de esquerda e de movimentos sociais, além de outros que, sem qualquer atividade política, foram mortos "por acaso", por terem sido confundidos. Existem casos famosos, como o do Capitão Lamarca e Iara Iavelberg, mortos na Bahia no começo dos anos 70, os dos participantes da guerrilha do Araguaia, que resistiram até 1974, e o do jornalista Vladimir Herzog, morto em 1975. O livro inclui também boxes temáticos que ajudam a contextualizar os crimes e a luta dos familiares, tais como aqueles que tratam do AI-5, do Congresso da UNE em Ibiúna, da Campanha pela Anistia, da Crise dos Desaparecidos de 1975 e das tentativas de criar a CPI da Tortura.
Por meio do site www.desaparecidospoliticos.org.br, mantido pelos familiares, tem sido possível receber informações. Se a redação final contou com quatro pessoas, o levantamento teve -e continua a ter -- a contribuição de incontáveis participantes.
Dossiê Ditadura: mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985)
2ª Edição revista, ampliada e atualizada
Org. Criméia de Almeida, Janaina de Almeida Teles, Suzana K. Lisboa e Maria Amélia Teles
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo / Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos / IEVE - Instituto de Estudos sobre a Violência do Estado
772 páginas
R$ 60,00
Para saber + clique no título

quarta-feira, 6 de maio de 2009

comemorações do dia 1° de maio em Berlim


As comemorações do dia 1° de maio em Berlim tem mil faces e mil cores. Sobretudo este primeiro de maio, no bojo da crise financeira e em pleno surto de gripe suína. A maior delas foi a do movimento “1° de Maio Revolucionário”, chamado por uma coligação de partidos e movimentos, entre eles o novo partido "A Esquerda" (Die Linke). Essa manifestação acabou numa gigantesca feira, para onde acorreram umas 50 mil pessoas. Ato de grupos radicais de esquerda terminou em pancadaria com a polícia. O artigo é de Flávio Aguiar.
Para ler esta matéria da Carta Maior, clique no título

domingo, 5 de abril de 2009

Exposição reúne obras que mostram a evolução do mito Joseph Stalin em imagens e na arte


São Petesburgo.
A ostentação dos retratos ou as imagens gravadas em papel higiênico: uma exposição traça a percepção do "paizinho dos povos" — congelada, monstruosa ou como simples tema artístico, na pintura russa dos últimos 80 anos. "A exposição mostra a evolução da imagem de Stalin, do desabrochar do culto da personalidade a nossos dias", explica Galina Larionova, colaboradora do Museu de História Política de São Petersburgo onde a mostra está sendo apresentada.
Nas primeiras imagens oficiais do início dos anos 30, "o camarada Stalin" aparece como "o primeiro entre seus pares". É com frequência rodeado de camponeses, trabalhadores. Com a fisionomia preocupada ou séria, deixa transparecer em minúcias as emoções. Nos anos 40 e 50, nas telas de grandes mestres da época soviética, "o paizinho dos povos" torna-se mais estático e monumental, sua imagem toma traços divinos. Quarenta anos mais tarde, as pinturas da perestroïka se concentram sobre o autor das grandes expurgos de 1937-38. Num cartaz do pintor Sergueï Veprev, Stalin aparece tendo como fundo uma estrela vermelha sangrante, em arame farpado. Para os pintores modernos, Joseph Stalin não representa mais "a encarnação do mal" mas um tema como qualquer outro. O quadro de Sergueï Baskakov "Durex. N1 in URSS" representa Stalin numa embalagem de preservativo. Na concepção de Iuri Tchinnik, "Segunda vida", rolos de papel higiênico representando o ditador soviético são colocados numa biblioteca. "Os pintores modernos, como muitos russos, principalmente os jovens, não têm uma opinião mais firme sobre Stalin", estima Milena Gogolitsynia, especialista em arte. "Ele não é mais um ídolo como o foi para seus avós nem um monstro como para seus pais (..) Para eles, é apenas um objeto de arte", explica. "É uma vergonha colocar o retrato de Stalin em papel higiênico. Ele ficará na História para sempre como um grande homem", comenta Viatcheslav Porchikov, um aposentado de 70 anos. Para muitos russos, Stalin permanece, antes de mais nada, como o estrategista da vitória sobre os nazistas, motivo de um imenso orgulho nacional, e do império soviético, hoje defunto, que ia de Berlim Oriental a Vladivostok. Cerca da metade dos russos (47%) têm percepção positiva de Stalin, contra menos de um terço (29%) que demonstram opiniões negativas, segundo as pesquisas sobre a questão publicadas em fevereiro de 2006 pelo instituto de opinião russa FOM. O ditador soviético foi colocado em terceira posição na lista de "heróis" da História russa em dezembro, durante uma votação pela TV.
A exposição fica aberta até 20 de abril. (Da Agência France Press)

Fontes contemporâneas: imprensa, organizações, associações...

Fontes contemporâneas: imprensa, organizações, associações...

Iconografia

Iconografia
Paris, 1968

História das esquerdas latino-americanas

História das esquerdas latino-americanas