segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Estado tem que pedir desculpas pelas torturas e mortes do regime militar, diz Vanucchi

São Paulo - O Brasil deve completar a sua história com a busca de dados que esclareçam os pontos ainda obscuros sobre a prática de tortura no Brasil, localizar e identificar os restos mortais dos desaparecidos políticos e dar nomes aos responsáveis pelas violações dos direitos humanos, defendeu hoje (19) o ministro da Secretaria Especial dos Direito Humanos, Paulo Vanucchi.

Vanucchi lembrou ainda que o país ainda não reconheceu formalmente a prática de tortura e nem pediu desculpas às vítimas, apesar de ter criado duas comissões para tratar do assunto: a da anistia e a especial sobre os mortos e desaparecidos políticos. “Em nenhum desses casos, houve ainda a recuperação histórica de reconstruir e de reconhecer formalmente, enquanto Estado, que ocorreu isto [tortura e morte], e, o Estado, de pedir desculpas e demonstrar [a existência] de estruturas que garantam a não repetição dessas violências nunca mais”. Para o ministro, isso deve ser feito com maturidade e sem revanchismo. “Essas violações devem ser tratadas com maturidade, serenidade, sem espírito revanchista, sem querer reabrir as fissuras de um passado que todos hoje condenamos”, disse. Vanucchi acha que os esclarecimentos são necessários para que o país tenha melhores condições de enfrentar a violência que ainda ocorre hoje. “A impunidade realimenta [atos de violência] porque as pessoas torturam e falam que nunca houve um torturador condenado no Brasil. E quando começa haver a condenações por tortura, o torturador para de torturar por medo da punição”, afirmou. O ministro da Secretaria Especial dos Direito Humanos da Presidência da República participou hoje da Conferência Internacional sobre o Direito à Verdade, promovido pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP). No encontro foi defendida a criação de uma comissão federal sobre as violações aos direitos humanos no período da ditadura militar.
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Eric Hobsbawm: uma nova igualdade depois da crise

O objetivo de uma economia não é o ganho, mas sim o bem-estar de toda a população. O crescimento econômico não é um fim, mas um meio para dar vida a sociedades boas, humanas e justas. Não importa como chamamos os regimes que buscam essa finalidade. Importa unicamente como e com quais prioridades saberemos combinar as potencialidades do setor público e do setor privado nas nossas economias mistas. Essa é a prioridade política mais importante do século XXI. A análise é de Eric Hobsbawm. IHU - Instituto Humanitas (Unisinos)
Para ler parte da conferência publicada em Carta Maior, clique no título

A arte se aproxima da ciência e da tecnologia para alterar a produção cultural contemporânea

Arte, ciência e tecnologia: passado, presente e desafios, lançamento da Editora Unesp em parceria com o Itaú Cultural, é o resultado do esforço coletivo de especialistas internacionais em muitas disciplinas, atuantes em variados campos de conhecimento. Atendendo ao convite recebido para realizar uma publicação no Brasil, somada a outras publicações internacionais, em diversos formatos de textos e material multimídia e em línguas diversas, eles trabalham com foco histórico na relação entre arte, ciência e tecnologia.
Fonte: Editora Unesp

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Seminário Internacional "A crise vista pelos marxismos do século XXI"

A CPFL Cultura e a Boitempo Editorial realizaram na terça-feira, dia 24 de agosto, em São Paulo, o primeiro módulo do Seminário Internacional A crise vista pelos marxismos do século XXI, com a curadoria do sociólogo Francisco de Oliveira, da Universidade de São Paulo, de Ivana Jinkings, editora da revista Margem Esquerda, e do cientista político Emir Sader, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e um dos organizadores do Fórum Social Mundial. Para o primeiro debate do Seminário - "Crise do capital e perspectivas do socialismo" - foram convidados, além do curador Francisco de Oliveira, o filósofo húngaro István Mészáros, o sociólogo sueco Göran Therborn e Jorge Beinstein, economista argentino, professor catedrático das universidades de Buenos Aires, Córdoba e Havana. O segundo módulo acontecerá no próximo mês de novembro, também em São Paulo, com as presenças já confirmadas do historiador e ex-editor da New Left Review Perry Anderson, do professor de história da Universidade da Califórnia, Robert Brenner e do vice-presidente da Bolívia, Alvaro Linera García.
Fonte: Carta Maior
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Fontes contemporâneas: imprensa, organizações, associações...

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Iconografia

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Paris, 1968

História das esquerdas latino-americanas

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