domingo, 15 de fevereiro de 2009

Pesquisadores "dissecam" o discurso de Obama e McCain


Pesquisadores da Universidade de Zurique estudaram mais de um milhão de palavras utilizadas por Obama e McCain. Objetivo: descobrir como eles utilizam a linguagem para transmitir suas mensagens.

O historiador Martin Klimke, baseado em Washington e analista dos resultados, afirma que McCain é bastante claro e conciso enquanto Obama é consistente e consegue fazer ligações entre os temas.

Trabalhando com os lingüistas Noah Bubenhofer e Joachim Scharloth, Klimke utiliza um supercomputador para "mastigar" dois anos de palavras retiradas de mais de 500 discursos de campanha e entrevistas dadas pelos candidatos à eleição presidencial nos Estados Unidos.

Enquanto as agências de noticias geralmente contam a quantidade de vezes que um candidato diz uma palavra específica, essa é a primeira vez que uma equipe utiliza a informática para estudar quantas vezes palavras são empregados para transmitir mensagens políticas
Ver: swissinfo.ch (clique no título)

1968 in Europe: A History of Protest and Activism




Martin Klimke / Joachim Scharloth, 1968 in Europe: A History of Protest and Activism, 1956-1977 (Palgrave Macmillan Series in Transnational History)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

UFSC sedia Colóquio Internacional Gênero, Feminismos e Ditaduras no Cone Sul

Formar uma rede de pesquisadores a fim de se recuperar a história recente sobre gênero, feminismos e ditadura no Cone Sul é o principal objetivo do Colóquio Internacional Gênero, Feminismos e Ditaduras no Cone Sul, que será realizado entre os dias 4 e 7 de maio na UFSC. Interessados em participar com trabalhos podem se inscrever no site www.coloquioconesul.ufsc.br até o dia 15 de fevereiro. Já a partir do dia 10 de março estão abertas, também no site, as inscrições para ouvinte.

“A partir da formação dessa rede de pesquisadores, estaremos criando um momento para a troca de informações e a geração de debates, o que resultará na produção original de conhecimentos sobre a temática”, explica uma das coordenadoras do evento, a professora do Departamento de História Joana Maria Pedro.

O colóquio reunirá conferencistas do Brasil, Paraguai, Chile, Uruguai, México, da Argentina e Bolívia, que participarão de mesas redondas com os temas Feminismos em tempos de ditadura; O Gênero da Esquerda em tempos de Ditadura; Gênero e Memória; Gênero e Práticas Repressivas e Gênero e Exílio. “Além das mesas redondas, teremos também a conferência de encerramento com Luc Capdevila, professor da Universidade de Rennes 2, da França, que é especialista em História do Tempo Presente e tem realizado estudos comparativos entre Paraguai e Argentina”, completa Cristina Scheibe Wolff, professora de História da UFSC e integrante da coordenação do Colóquio.
Mais informações podem ser obtidas através do telefone do Laboratório de Estudos de Gênero e História, 3721 9606 ou pelo e-mail coloquioconesul@gmail.com.

Confira a programação completa
4 de maio de 2009
19h - Conferência de Abertura: Panorama da história das ditaduras sob uma perspectiva
de gênero. Conferencista convidada: Elizabeth Jelin (IDES/ Argentina)
5 de maio de 2009
9h – Mesa Redonda1:
Feminismos em tempos de ditadura:
Joana Maria Pedro (UFSC/ Brasil)
Line Bareiro (CEDEM/Paraguai)
Dora Barrancos (UBA/ Argentina)
14h – Grupos de Trabalho
19h – Mesa Redonda 2:
O Gênero da Esquerda em tempos de Ditadura
Cristina Scheibe Wolff (UFSC/ Brasil)
Margarita Iglesias (UNC/ Chile)
Andréa Andújar (UBA/ Argentina)
6 de maio de 2009
9 h - Mesa Redonda 3:
Gênero e Memória
Graciela Sapriza (UR/ Uruguai)
Cecília Salazar (UMSA/Bolívia)
Margareth Rago (Unicamp/Brasil)
14h – Grupos de Trabalho
19 horas - Mesa Redonda 4:
Gênero e Práticas Repressivas
Alfredo Boccia Paz (Paraguai)
Olívia Joffily (BRASIL)
Samantha Quadrat (UFF/ Brasil)
7 de maio de 2009
9h - Mesa Redonda 5:
Gênero e Exílio
Cláudio Elmir (Unisinos/ Brasil)
Ivonne Farah (UMSA/ Bolívia)
Rachel Soihet (UFF/ Brasil)
14h - Grupos de Trabalho
19h - Conferência de Encerramento: Miradas comparativas sobre o Cone Sul
Luc Capdevila, Université de Rennes 2, França

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A nova classe média

Eles vieram para ficar e gastar. A nova classe média brasileira é composta de milhões de trabalhadores que, com renda familiar em torno de R$ 1.300, ingressam sem medo no mercado e deixam o País menos desigual
Celso Fonseca e Nathalia Birkholz

Segundo a The Economist, entre 2000 e 2005 o número de lares com renda anual entre US$ 5,9 mil e US$ 22 mil cresceu de 14,5 milhões para 22,3 milhões. Já os lares que recebem menos de US$ 3 mil por ano diminuíram para apenas 1,3 milhão.

O Brasil está menos pobre. Reduziu em 52% o número de pessoas que recebem até US$ 1 por dia. O dado consta da terceira edição do Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio - 2007, elaborado pelo governo federal e pela Organização das Nações Unidas (ONU) e divulgado nos últimos dias de agosto. Mas o que realmente redefine a população do País é essa nova classe média que, segundo o Goldman Sachs, banco de investimentos norte-americano, dobrará de tamanho até 2015. Previsão que sugere um acerto de contas tortuoso entre o mundo capitalista e os anseios igualitários do comunismo. E a vingança do proletariado está sendo feita nas gôndolas dos supermercados e nas lojas de eletrodomésticos, onde essa nova massa consumidora exibe suas armas: os cartões de crédito. Pasmem: 62% dos cartões de crédito disponíveis no País estão concentrados na base da pirâmide social. E esses consumidores querem comprar, primeiro, a casa própria e, depois, o grande fetiche: o computador e o conseqüente acesso à internet. Mais do que um capricho, trata-se de um ato de sabedoria do neoconsumidor: o sem-computador é quase o analfabeto do passado, e a inclusão digital é essencial para conseguir um emprego melhor.
(clique no título para ler toda a matéria)

Fontes contemporâneas: imprensa, organizações, associações...

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Iconografia

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Paris, 1968

História das esquerdas latino-americanas

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